Santuário deve receber um milhão de peregrinos na festa da padroeira

Os preparativos para a celebração se intensificaram nos últimos dias em Aparecida

Mais de um milhão de peregrinos são esperados no Santuário Nacional de Aparecida entre os dias 1º a 12 de outubro, durante as festividades que comemoram os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida.

No último dia dos festejos, o principal do calendário, são aguardados 200 mil peregrinos. Para melhor acolher estes romeiros, as duas maiores celebrações do dia, às 5h e às 9h30 serão campais.

A preparação para as cerimônias externas mobiliza diretamente 600 pessoas envolvidas em montagens estruturais, confecção de mobiliário, credenciamento dos co-celebrantes e organização das celebrações.

Na marcenaria o trabalho está a todo vapor. A equipe de cinco pessoas se desdobra desde o meio de agosto para realizar a confecção do mobiliário sacro. Pelo menos três horas do dia são destinadas exclusivamente a montagem das dez peças. “Para toda a equipe é uma emoção fazer os móveis que serão usados na missa solene. É algo singular, porque só daqui a cem anos haverá uma comemoração tão grande como essa. Estamos colocando ainda mais amor e carinho nessas peças.”, destaca emocionado o encarregado do departamento, Anderson Fernando.

O projeto é composto pelo ambão, onde serão realizadas as leituras; sete banquetas para os co-celebrantes; a cadeira do presidente da celebração e o altar, que para Anderson é a peça mais especial do conjunto. “Quando fizemos o altar, nos reunimos ao redor dele e cada um da equipe realizou um pedido. Acreditamos que na missa solene do dia 12 essas nossas intenções serão colocadas em oração.”, conta.

O mobiliário foi produzido em mogno maciço e atualmente recebe o acabamento em marchetaria e azulejo, conforme o projeto pensado pelo padre Marcelo Magalhães, responsável pelo desenho dos objetos litúrgicos que vão remeter a elementos já existentes na simbologia do Santuário. “Para o projeto utilizei a mesma temática que o Cláudio Pastro desenvolveu para os paramentos, seguindo uma linha teológica que recorda o cristão como alguém que se põe em escuta nas mesas da Palavra e da Eucaristia. Já o movimento das águas nos conduz às profundezas do que Deus quer de nós.”, explica o sacerdote.