Bahia Locais de Romaria

Salvador – BA

Lavagem do Bonfim

12 de janeiro

A lavagem das escadarias da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim acontece na segunda quinta-feira do ano  após o dia de Reis, 6 de janeiro. A festa dura dez dias, mas o principal momento é a procissão que começa na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia e segue até o pátio da Igreja do Bonfim, num percurso de 8 quilômetros. Esta procissão é a segunda maior manifestação popular na Bahia, só perdendo para o Carnaval. Os participantes se vestem de branco, que é a cor de Oxalá. As baianas lavam as escadarias e o pátio com água perfumada e jogam água na cabeça das pessoas. A festa é marcada pelo sincretismo religioso. A Igreja de Nosso Senhor do Bonfim é um dos principais cartões postais de Salvador.

Serviço

Santuário Senhor do Bonfim

(71) 3316-2196

Secretaria de Turismo de Salvador

(71) 3116-4103


Festa de Iemanjá

2 de fevereiro

É a maior festa a Iemanjá no Brasil. Acontece na Praia do Rio Vermelho. Milhares de pessoas levam flores e perfumes para a Mãe das Águas e pedem proteção. As oferendas são colocadas em balaios e levadas a alto mar. A festa é realizada há mais de 100 anos. Iemanjá é reverenciada por inúmeras religiões de origem africana. O culto à Iemanjá no Brasil se aproxima muito das homenagens dedicadas à Nossa Senhora.


Festa de Santa Bárbara

4 de dezembro

A festa reúne católicos e praticantes do candomblé na Bahia. No sincretismo religioso, Santa Bárbara, que é uma santa de origem europeia, equivale a Iansã, orixá dos raios e das tempestades, de origem africana. A festa reúne milhares de pessoas pelas ruas do Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador. A maior parte das pessoas se veste de vermelho, que simboliza o título de guerreiras. Santa Bárbara é a padroeira dos bombeiros e, por isso, conta com participação intensa dos integrantes desta corporação.

Serviço

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

(71) 3241-5781


 

Igrejas

As igrejas de Salvador fazem parte de um patrimônio religioso e cultural que merece ser visitado. Veja a relação de algumas igrejas:

Igreja Senhor do Bonfim

A começar pela Igreja Senhor do Bonfim, a mais famosa da cidade em função da “Lavagem do Bonfim”. Foi construída em 1772. Tem fachada em estilo rococó e coberta com azulejos portugueses do século 19.

Veja pelo Google Street View

(71) 3316-2196

Igreja e convento de São Francisco

A Igreja e Convento de São Francisco são considerados monumentos do barroco mundial. Os altares da igreja são ornamentos com centenas de quilos de ouro, o que causa um brilho especial. Por isso, é considerada a igreja mais rica do Brasil.

Veja pelo Google Street View

(71) 3322-6430

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Largo do Pelourinho, foi construída por escravos que só podiam trabalhar na obra nas horas de folga. Por este motivo, demorou quase todo século 18 para ser concluída. Hoje, a principal atração é a missa das 10 horas da manhã de domingo, animada com instrumentos africanos e uso de incenso para perfumar o ambiente. É um dos maiores símbolos do sincretismo religioso na Bahia.

(71) 3241-5781

Igreja da Ordem Terceira do Carmo

A Igreja da Ordem Terceira do Carmo tem uma imagem do Senhor Morto, em cedro, que é uma obra prima, esculpida em 1730 pelo escravo Francisco Xavier Chagas, conhecido como o “Aleijadinho baiano”. O artista usou centenas de pequenos rubis para conseguir o efeito de sangue na escultura. A igreja fica no alto de uma ladeira íngreme , mas o sacrifício vale a pena.

Curia diocesana

(71)  4009-6666


Museus

Museu de arte sacra no Mosteiro de São Bento. Tem uma biblioteca com 300 mil volumes e documentos.  Fecha durante o período de Carnaval.

(71) 2106-5200

Museu de arte sacra no Convento de Santa Tereza de Ávila, com vista para a Baía de Todos os Santos.

(71) 3283-5600 / 3283-5591

Museu da Misericórdia que funciona no prédio da antiga Santa Casa de Misericórdia. Tem obras de arte e móveis dos séculos 17 a 19. Um guia acompanha as visitas.

(71) 2203-9835

Museu Afro-Brasileiro é o lugar ideal para quem quer conhecer os orixás, os costumes e a cultura africana.

(71) 3283-5540


 

Fitinha do Bonfim

A fitinha de Nosso Senhor do Bonfim é um produto originalmente baiano e serve até como um meio de identificar quem visitou a Capital. É confeccionada com a frase: “Lembrança do Senhor do Bonfim – Bahia”. Também chamada de Fita do Senhor do Bonfim ou Fita do Bonfim, a fita tem origem católica, mas com o sincretismo religioso, cada cor passou a simbolizar um Orixá.

A fita tem um sentido supersticioso. Ela deve ser enrolada duas vezes no braço e amarrada com três nós. cada nó simboliza um pedido que deve ser mantido em segredo até que a fita se rompa naturalmente, o que significa que os pedidos foram atendidos.

A fita deve medir 47 centímetros, que é a medida do braço direito da estátua de Jesus Cristo na Igreja do Bonfim. A tradição dura mais de 200 anos.


Candomblé

Os costumes trazidos pelos escravos permanecem vivos nos terreiros de candomblé de Salvador. A melhor ocasião para conhecer esses terreiros é durante as festas dedicadas aos seus orixás, principalmente entre os meses de agosto e dezembro.

O sincretismo religioso é um dos maiores orgulhos do povo baiano. Os negros, que eram proibidos de praticar seus cultos no período da escravidão, associavam seus orixás aos santos católicos.

 


Primeira diocese

A Diocese de São Salvador da Bahia foi a primeira circunscrição eclesiástica do Brasil. A Bula criando a diocese foi assinada pelo papa Júlio III no dia 25 de fevereiro de 1551. A diocese foi elevada à condição de arquidiocese e sede metropolitana no dia 16 de novembro de 1676, em Bula assinada pelo papa Inocêncio XI.

Por ser a primeira do Brasil, é comum se usar a expressão primacial para se referir à catedral ou cardeal primaz para o chefe da circunscrição. O atual arcebispo não tem o título de cardeal.

 

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